segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Conversações com Hugo Chávez e Raúl Castro


Em uma visita realizada a Venezuela e Cuba, em outubro deste ano, o ator e cineasta Sean Penn conversou demoradamente com Hugo Chávez e Raúl Castro. Ao final da entrevista com Castro, ele reflete: "a maior parte das questões básicas sobre soberania nos permitem entender o antagonismo norte-americano contra Cuba e Venezuela, assim como contra as políticas desses países. Eles sempre tiveram só duas escolhas: serem imperfeitamente nossos ou imperfeitamente deles mesmos".


Hugo Chavez


“Qual a diferença entre você e Fidel?” Chávez diz, “Fidel é um comunista. Eu não sou. Eu sou um social-democrata. Fidel é um marxista-leninista. Eu não sou. Fidel é um ateísta. Eu, não.

“Se Barack Obama for eleito presidente dos Estados Unidos, o senhor aceitaria um convite para voar até Washington encontrá-lo?”. Chávez respondeu imediatamente: “Sim”.






Raúl Castro


"Bloqueio é um ato de guerra, então os americanos preferem embargo, uma palavra usada em procedimentos legais".

“Havendo um encontro entre você e o nosso próximo presidente, qual seria a prioridade de Cuba?" Sem pestanejar, Castro responde: “Normalizar o comércio.”

“Nós somos tão pacientes como os chineses. Setenta por cento de nossa população nasceu sob o bloqueio.



http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15408

Muito barulho por nada

por Márcia Pinheiro

O senador Tasso Jereissati (PSDB) armou uma verdadeira tempestade em copo d´água pelo fato de a Petrobras ter tomado 2 bilhões de reais na Caixa e 751 milhões de reais no Banco do Brasil.

A queda do preço do petróleo e a necessidade de honrar impostos e compromissos forçaram a estatal a lançar mão desses recursos.

No mais, não é segredo de ninguém que o mercado externo de crédito está paralisado. Não há como obter recursos lá fora.

Na falta de propostas concretas para descongelar o sistema de crédito brasileiro, a oposição grita, sem ter razão.


CartaCapital

Líder do PR na Câmara pede que deputados doem dinheiro para SC

Luciano Castro (RR) quer doar um dia de salário, o equivalente a R$ 400.
Salário bruto de um deputado chega a R$ 16.500.


O líder do PR na Câmara, deputado Luciano Castro (RR), pediu em plenário que os colegas doem o equivalente a um dia de salário dos parlamentares -segundo ele, cerca de R$ 400,00- para as vítimas das enchentes em Santa Catarina.

De acordo com o deputado, se todos os 513 deputados aderirem, seria possível destinar R$ 210 mil às vítimas. O sálario bruto de um deputado federal chega a R$ 16.500.

Castro defendeu que a doação seja espontânea e se comprometeu a encaminhar aos colegas uma carta com a sugestão. A doação seria feita a uma conta do Banco do Brasil que recebe donativos.

“Todos estamos consternados com a situação de Santa Catarina. (...) Seria uma doação espontânea de cada um para uma conta do Banco do Brasil. R$ 400,00 é pouco, mas, no contexto de 513 parlamentares, seriam quase R$ 210 mil, o que, sem dúvida alguma, ajudaria muito as sofridas famílias de Santa Catarina”, disse o líder do PR.


portal G1

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Duas operações Federais marcaram o dia no Rio de Janeiro

Casa & Vídeo

Grupo teria sonegado cerca de R$ 100 milhões em dois anos, segundo PF.
Na operação, 13 pessoas foram presas e uma continua foragida.

Segundo a polícia, estima-se que o grupo, responsável pela rede de varejo Casa e Vídeo, teria sonegado cerca de R$ 100 milhões em impostos só nos últimos dois anos.

O esquema

De acordo com a Receita, a Casa e Vídeo não tem habilitação para importar mercadorias, e, por isso, "contratava" outras empresas para importar produtos subvalorizados da China. No esquema, um mesmo grupo fazia encomendas diretamente no produtor, importava, revendia e tornava a enviar o dinheiro para fora do país.

“A diferença de pagamento era feita à margem do declarado. Essa falsidade do valor já prevê apreensão da mercadoria. Usava-se varias empresas importadoras pra não configurar importação e não pagar IPI”, explica a superintendente da Receita Eliana Pólo Pereira.

Segundo Eliana, essas importadoras eram do mesmo grupo e tinham como cliente único a Casa e Vídeo. Ela afirma ainda que o grupo possui uma dívida de R$ 40 milhões com a previdência social.

“A origem do dinheiro ainda está sendo investigada, mas pelo tipo de esquema, com dificuldade de identificação dos sócios e blindagem de patrimônio, é ilícito”, completou o superintendente da PF Waldinho Jacinto Caetano.


Academias

O dia também foi marcado por outra operação. A Polícia Federal passou por diversas academias para reprimir o uso de medicamentos e anabolizantes, várias drogas foram apreendidas e pessoas foram presas. Entre os crimes está o de tráfico de drogas e crime contra a saúde pública.

Paes anuncia seis novos nomes para a Prefeitura do Rio

Vereador Luiz Antônio Guaraná assumirá a Secretaria de Obras.
Anúncios incluem nomes para Comlurb, RioLuz, Riourbe e GeoRio.



O prefeito eleito, Eduardo Paes, anunciou nesta terça-feira (25) os nomes de seis novos integrantes de seu gabinete, na Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

O vereador Luiz Antônio Guaraná assumirá a Secretaria de Obras. O engenheiro Carlos Pereira Dias, servidor da prefeitura, será o subsecretário do gabinete de Guaraná.

Ângela Avellar, também servidora da prefeitura, assume a presidência da RioLuz, e José Cândido, o presidente da Riourbe. Márcio Machado, servidor da GeoRio, assume a presidência da fundação. Paes também anunciou para a presidência da Comlurb a servidora Ângela Nóbrega Fonti.



Cristiane Brasil assume Secretaria de Envelhecimento e Qualidade de Vida.
Vereadora, ela promete dez equipes de atendimento ao idoso já em 2009.

O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), anunciou nesta terça-feira (25) o nome da vereadora reeleita Cristiane Brasil (PTB) para a Secretaria Municipal de Envelhecimento saudável e Qualidade de Vida, uma pasta voltada para as questões da terceira idade. Ela é filha do ex-deputado federal e presidente do PTB Roberto Jefferson.

Segundo a assessoria do peemedebista, o Rio de Janeiro é uma das cidades brasileiras com a maior concentração de idosos, com cerca de 14% da população. Um dos projetos que o futuro prefeito considera fundamentais é o atendimento domiciliar a idosos, que será feito em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

A futura secretária informou que o grande desafio da secretaria em relação aos idosos é fazer valer a legislação, que é uma das mais avançadas. Sobre as equipes de atendimento ao idoso, Cristiane Brasil anunciou que pelo menos dez equipes de atendimento ao idoso serão montadas já no primeiro ano de administração.

“Elas terão caráter multidisciplinar e contarão com seis profissionais, incluindo psicólogos porque a depressão é uma doença que atinge muitos idosos”, disse.

Para Eduardo Paes, Cristiane Brasil reúne condições de ocupar o cargo por ter sido uma das responsáveis pelas propostas para o setor apresentadas em sua campanha eleitoral.



portal G1

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Poder do consumidor pode frear mudanças climáticas e garantir sustentabilidade


Pesquisas desenvolvidas no Brasil e na Inglaterra indicam que o consumidor tem papel fundamental na sustentabilidade e seu comportamento tende a influenciar as políticas públicas locais


A idéia de que apenas as grandes empresas são responsáveis pelo aquecimento global ainda persiste no mundo inteiro, mas, em paralelo, cresce a consciência de que o poder do consumidor consciente é decisivo para garantir a sustentabilidade.

Na Inglaterra, uma pesquisa encomendada pela Confederação das Indústrias Britânicas (CBI, sigla em inglês) à empresa de consultoria McKinsey, revelou que 60% das emissões são controladas ou influenciadas pelos consumidores. O novo dado obrigou as entidades locais a repensar e reformular as políticas traçadas para atingir a meta do governo britânico de 60% de redução, em relação aos níveis de 1990, das emissões de gases de efeito estufa até 2050.

“O dado mudou substancialmente a perspectiva de ações que o país vinha seguindo. O foco principal agora é o consumidor. É sobre ele que o setor privado e o governo precisam trabalhar para garantir a sustentabilidade”, afirmou Martin Broughton, presidente da CBI, que no dia 2 de setembro, presidiu o lançamento no Brasil do relatório “Mudanças climáticas: um assunto de todos”.

Broughton afirmou que, na Inglaterra, cresce o número de indústrias sustentáveis, além de outras que demonstram interesse em se tornar ambientalmente corretas. Ainda assim, insistiu que ainda é grande o número das que ainda estão longe dessa realidade. “Percebemos que pela demanda, ou seja, se o consumidor escolher empresas ambientalmente responsáveis para comprar, a humanidade estará garantindo uma economia de carbono limpo”, garantiu.

A CBI reúne algumas das maiores empresas britânicas, entre elas, a BP, a Shell e a British Airways. Juntas elas emitem cerca de 370 milhões de toneladas de CO2 por ano e empregam quase 2 milhões de pessoas ao redor do mundo, gerando uma receita anual equivalente a três trilhões de reais. “Os números da CBI já são consideráveis para pensarmos em resultados expressivos, mas queremos ir mais longe, conscientizando mais pessoas”, afirmou Broughton.

Segundo o relatório, 35% das emissões são controladas diretamente pelo consumidor, seja no aquecimento das casas, no uso de automóveis particulares e outros meios de transporte e no consumo de energia elétrica em domicílios. O varejo, alimentação e bebidas, atacado e a agricultura representam 25% das emissões. Os restantes 40% dos gases são emitidos na fabricação de bens, mineração de carvão e transporte de carga.

Brasil

O relatório britânico não revela números da conscientização dos consumidores ingleses, mas no Brasil, um número considerável de pessoas tem em um nível elevado de consciência dos impactos na hora de fazer suas escolhas de consumo. A pesquisa “Como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente?”, divulgada pelo Akatu em março de 2007, revela que um em cada três brasileiros percebe os impactos coletivos ou de longo prazo nas decisões de consumo. Segundo o estudo, cresceu em 7 pontos percentuais – de 36% em 2005 para 43% em 2006 – a proporção de consumidores que usam seu poder de compra e de comunicação para premiar empresas que tenham práticas adequadas de responsabilidade social e ambiental.

Para José Augusto Coelho Fernandes, diretor executivo da Confederação Nacional das Indústrias, apesar de realidades diferentes (no Brasil, 45% da energia é renovável e na União Européia, apenas 20%) através do relatório “é possível verificar a existência de pontos de ação em comum, como a internalização de medidas de sustentabilidade no DNA do ciclo produtivo das empresas e a educação da comunidade”.

Políticas Públicas no Brasil

É com base no reconhecimento do papel determinante do consumidor na preservação do planeta que uma parceria entre organizações brasileiras que trabalham em defesa da sustentabilidade realizou até 20 de setembro, uma consulta à sociedade civil com o objetivo de angariar contribuições para a formulação de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas a ser apresentada ao Congresso Nacional em novembro próximo. Segundo o ambientalista Fábio Feldmann, membro do Conselho Consultivo do Instituto Akatu e um dos integrantes da parceria, “não se trata de um projeto de lei, já que existe um processo em curso no Congresso Nacional, mas da construção de um documento que possa contribuir para este processo, com inovações e sugestões provenientes da sociedade civil organizada”.

Para Feldmann, um dos grandes diferenciais da iniciativa é a sua forte aposta em medidas de adaptação, ou seja, o projeto pretende exigir do governo respostas concretas e permanentes, em forma de lei, para os brasileiros que já estão sofrendo efeitos diretos das mudanças climáticas. “Precisamos criar um mecanismo legal para cobrar do governo a eficiência nas áreas de defesa civil, por exemplo, ou a assistência de reparação de prejuízos econômicos e sociais decorrentes das mudanças climáticas”, afirmou.

Idéias e sugestões podem ser enviadas por meio do Observatório do Clima (www.oc.org.br).



www.akatu.com.br

Repensando o uso do automóvel


Diversas cenas marcam o vai-e-vem nos grandes centros urbanos do país. Mas os automóveis dominam as ruas nos grandes centros urbanos


Por Naná Prado, para o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente

Cena 1: nada mais comum do que observar uma fila interminável de carros parados no trânsito soltando muita fumaça. Dentro, pessoas impacientes, também soltando muita fumaça.

Cena 2: ônibus, metrôs e trens lotados. Pessoas desesperadas para entrarem nas conduções, sentarem e, quem sabe, tirarem um cochilo no longo caminho até seus destinos.

Cena 3: depois de tentar todos os meios de transporte possíveis, Carla Maricondi, arquiteta, 27 anos, decide levar um tênis para o trabalho e voltar a pé.

Cena 4: ciclistas pedalam entre os carros, fazendo inveja aos motoristas confinados.

Diversas cenas marcam o vai-e-vem nos grandes centros urbanos do país. Mas são os motores que dominam as ruas, que não foram planejadas para o uso da bicicleta como meio de transporte. Muitas cidades nem mesmo têm calçadas adequadas para aqueles cidadãos que desejam caminhar na volta para casa.

Com o início da indústria automobilística no Brasil, no final da década de 50, ter um carro passou a ser o sonho de muitos brasileiros. Os governos concentraram grandes esforços na infra-estrutura rodoviária. Apesar de o transporte coletivo ter ganhando espaço, o carro ainda domina de longe as ruas dos grandes centros metropolitanos. São gastos recursos públicos de enorme monta na construção de túneis, viadutos, recapeamento e outras obras com foco no automóvel, um veículo que oferece uma má relação entre o espaço ocupado nas ruas e o número de pessoas transportadas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de São Paulo atingiu em 2007, algo em torno de 11 milhões de pessoas. A frota de automóveis já ultrapassou 4 milhões, ou seja, pode-se dizer que a cada 3 pessoas, uma tem um carro. Enquanto isso, não há muito mais que 65 mil ônibus e micro-ônibus. Motos e motonetas somam quase 600 mil.

Dos números para a realidade

Uma pessoa que utiliza transporte coletivo consome 12 vezes menos combustível do que se utilizasse o carro e causa a emissão de 5 vezes menos gás carbônico. Após 1 ano, o indivíduo que utiliza o carro particular, terá causado a liberação da mesma quantidade de carbono que 10 árvores assimilam, em seu processo de crescimento, ao longo de 20 anos aproximadamente. Utilizando o transporte coletivo, a quantidade de carbono emitida por pessoa equivale a 1 árvore.

Se uma pessoa deixar de usar seu automóvel particular 1 vez por semana, durante 1 ano, mais de 200kg de gás carbônico deixarão de ser lançados na atmosfera. Além disso, essa mesma pessoa economizaria, ao longo desse ano, mais de 132 litros de combustível, o que equivale hoje a aproximadamente R$ 330,00.

Segundo o biólogo Cláudio Luis de oliveira, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), “a cada atitude individual, os impactos positivos do consumo consciente já se mostram surpreendentes. O trabalho coletivo se mostra como um poderoso instrumento de transformação da engrenagem da vida”.

Se os consumidores se tornarem conscientes do poder que têm sobre a escolha de produtos e serviços oferecidos, o custo do transporte poderia deixar de representar 22% da renda familiar do trabalhador paulistano e, se houver uma pressão sobre as municipalidades que regulam o transporte coletivo, poderia haver uma melhor na facilidade de acesso e na qualidade do serviço.


Mudança de hábitos

Aquele consumidor que prefere utilizar bicicleta, caminhar a pé ou até usar o transporte coletivo, ao invés do carro particular, “colabora também com a melhor circulação das pessoas pela cidade. Pois, uma pessoa, em um carro, ocupa em média, um espaço sete vezes maior do que ocuparia em um ônibus”, comenta Cláudio de Oliveira.

Além disso, de que adianta possuir um carro novo, com motor potente se a velocidade alcançada, ao menos nos centros urbanos, é muitas vezes menor que a de uma bicicleta? Nesse sentido, é inútil o avanço da alta tecnologia avança no desenvolvimento de motores cada vez melhores e na formulação de combustíveis cada vez menos poluentes. É preciso mudanças em outra direção para resolver o trânsito das grandes cidades.


Mudanças na lógica do deslocamento

Estudiosos, empresários e consumidores propõem as mais variadas alternativas para o trânsito das grandes capitais, entre elas a implementação de medidas para a redução da frota de carros, como o pedágio urbano e a restrição a estacionamentos, a melhoria no transporte público, o incentivo ao uso de bicicletas e políticas voltadas para criação de corredores de ônibus.

Silvia Olivella, 43 anos, é professora de Yoga e afirma que já teve carro mas não se atreve a sair dirigindo porque hoje o trânsito de São Paulo é muito agressivo.”Eu tenho medo de dirigir. Utilizo metrô e ônibus, mas gostaria que as linhas se cruzassem, assim não haveria tanta aglomeração de pessoas. “O que mais me irrita no metrô é a lotação, e no ônibus é a lentidão pelo trânsito”.

Boas idéias não faltam. Maria Cristina Nascimento mora em São Paulo e sugere mudanças na lógica do deslocamento, levando a atividade produtiva para os bairros dormitórios. Segundo ela, “muita coisa mudaria se os bairros onde as pessoas moram tivessem mais emprego e se, além disso, as empresas flexibilizassem os horários dos funcionários”. É preciso oferecer emprego, comércio e serviços públicos nos bairros.

Em época de eleições é comum ver empreiteiros propondo obras, como viadutos, túneis, entre outras. Recentemente, os empreiteiros de São Paulo propuseram aos candidatos à Prefeitura um plano de obras viárias estimado em mais de R$ 15 bilhões. “Tudo para ter mais espaço para os carros. Esse tipo de proposta só reforça a cultura do automóvel e no final o que se tem não é o efeito esperado”, afirma Maria Cristina. A lógica, segundo ela, deve ser a de olhar para a demanda e fazer com que haja menos necessidade de locomoção.

A ONG Rua Viva têm propostas semelhantes. Há duas décadas propunha um novo paradigma para a apropriação do espaço e do tempo na circulação de pessoas nas cidades, ou seja, em vez de mais transporte, menos distâncias e menor necessidade de deslocamento. Esses conceitos são fundamentais hoje para que a engenharia de tráfego possa ter eficácia. A lógica do transporte deve ir muita além de pensar a locomoção, deve servir de fio condutor para um novo padrão de comportamento.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

EUA: Rumo ao Estado Fascista

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1112

A liberdade de uma democracia não é segura se o povo tolera o crescimento de poder privado ao ponto de tornar-se mais forte que o próprio Estado democrático. Isto, em essência, é fascismo – o apossamento do governo por uma pessoa, por um grupo, ou qualquer poder privado de controle.
(Franklin Delano Roosevelt)

“Santo Agostinho conta a história de um pirata capturado por Alexandre, o Grande, que lhe perguntou: ‘Como você ousa molestar o mar?’. ‘E como você ousa desafiar o mundo inteiro?’, replicou o pirata. ‘Pois, por fazer isso apenas com um pequeno navio, sou chamado de ladrão; mas você, que o faz com uma marinha enorme, é chamado de imperador’.”

Brasil continuará "gigante exportador"

A União Européia avalia que o Brasil consolidará seu status como "exportador gigante" de produtos agrícolas até 2017, visto seu domínio nas vendas de oleaginosas, açúcar, etanol, carnes bovina e de frango. Já a UE deve perder espaço nas vendas de grãos, açúcar, lácteos e carnes. A exceção será para o trigo, cujas exportações deverão aumentar. Os Estados Unidos continuarão líder no comércio de trigo e de milho, principalmente.

A nova projeção européia para o comércio agrícola global prevê que o Brasil vai passar os Estados Unidos como maior produtor mundial de óleo de soja em 2016/17. O Brasil e a China (como importador) representarão mais da metade desse comércio em 2010. Argentina e EUA continuarão na liderança das exportações.

A demanda por açúcar deve crescer mais rápido que a produção, e o Brasil e a UE serão os principais atores no mercado. Até 2017, o Brasil terá 60% do mercado mundial. A UE se tornará o maior importador global, comprando mais de 5 milhões de toneladas. A China e os Estados Unidos vão importar muito açúcar, deixando a Rússia (hoje o maior importador) na quarta posição em 2017.

A Tailândia deve superar a Austrália como segundo maior exportador de açúcar, com uma fatia de 12%. Desde 2006, a Índia é o segundo maior produtor.

A UE projeta para o etanol o domínio do Brasil como exportador e dos Estados Unidos como importador. O comércio internacional deve crescer velozmente, pelos cálculos de Bruxelas. As exportações brasileiras podem alcançar 13 bilhões de litros dentro de dez anos, pelo cenário europeu.

O setor de carnes como um todo manterá sua expansão, graças a aumento da população mundial e maior renda nos países em desenvolvimento. O comércio deve aumentar 2,5% ao ano. O Brasil ganhará mais da metade do crescimento, com 30% das exportações globais de carnes em 2017. Os Estados Unidos também ganharão fatias de mercado. A Rússia permanecerá como o maior importador líquido, seguido pelo Japão.

A China representará mais de 40% do crescimento da demanda, mas isso terá menos impacto no comércio mundial porque o consumo pode ser atendido em grande parte pela produção doméstica.

O Brasil continuará dominando o comércio de carne bovina, com 47% das exportações mundiais. Também poderá mais que dobrar suas exportações de carne de porco. E será o único país onde a produção de frango é prevista para aumentar significativamente mais rápido do que o consumo, consolidando sua posição de maior exportador, a frente dos EUA.

Entre os principais cereais, o trigo terá produção maior na Austrália, UE e EUA. Em relação ao arroz, a Tailândia pode consolidar sua posição como maior exportador mundial, seguido pelo Vietnã.

Quanto ao milho, os Estados Unidos devem "recapturar" mercados e elevar sua fatia de mercado de 63% para 72%. A Argentina será o segundo, com 20%. Já o Brasil terá sua fatia menor, porque o consumo doméstico de milho será maior que a produção. A demanda da China continuará alta.

A expectativa é de que os preços serão mais voláteis no futuro. Para o médio prazo, as projeções são de alta, depois da queda de cotações registradas neste ano.